terça-feira, 28 de novembro de 2017

Como descobrir os pressupostos das nossas opiniões


Teste 2 - Matriz

Filosofia - 10º ano

Nota: neste teste é obrigatório o uso de folha de teste.
Seja original e crítico nas suas respostas.
O teste terá a duração de 90 minutos.

Critérios gerais de correção de testes sumativos

Esclarecimento de dúvidas por email - clicar aqui.
(até 24 horas antes do teste - deve indicar o nome, nº. e turma)


Conteúdos:

1. Abordagem introdutória à filosofia e ao filosofar.
1.1.1. O que é a filosofia?
1.1.2. A definição etimológica do termo 'Filosofia'.
1.1.3. A alegoria da caverna.
1.1.4. O espanto como a origem da filosofia: a importância filosófica do reconhecimento da ignorância.
1.1.5. O exemplo de Sócrates.
1.1.5.1. O método socrático.
1.1.6. A especificidade da filosofia.
1.1.6.1. A filosofia como uma atividade crítica.
1.1.6.2. A filosofia como um saber problematizante.
1.1.6.3. A especificidade das questões filosóficas.

1.2. Quais são as questões da filosofia?
1.2.1. Os diversos tipos de questão.
1.2.1.1. As características das questões filosóficas: a) respostas abertas ao questionamento (as questões filosóficas nunca têm uma resposta unívoca; b) universalidade; c) abstração.
1.2.1. Senso comum, ciência e filosofia.
1.2.1.1. As principais características do senso comum.
1.2.1.2. A filosofia e a ciência enquanto saberes racionais.
1.2.1.2.1. A filosofia e a ciência como saberes que buscam a verdade.
1.2.1.2.1. A filosofia como uma visão integradora do saber (totalizante), distinta da visão parcelar (especializada) da ciência.
1.2.1.3. As principais características da filosofia: radicalidade, autonomia, historicidade e universalidade.

1.3. A dimensão discursiva do trabalho filosófico (Noções básicas de lógica para o 10º ano).
1.3.1. Os elementos lógicos do pensamento: o conceito, a proposição e o argumento.
1.3.2. A estrutura dos argumentos.
1.3.2. 1. Os identificadores de premissa e de conclusão.
1.2.3. A validade e a verdade.
1.2.4. Os princípios lógicos da razão.
1.2.5. Critérios para analisar a solidez dos argumentos.

Conceitos:

Autonomia    Atitude Filosófica      Alegoria    Conceito   Crítica     Dúvida
Especificidade   (especificidade da Filosofia)
Filosofia
Historicidade      Heteronomia
Método
Pensar   (pensar por si próprio)
Problema      Questão    (os diversos tipos de questão)    (as questões filosóficas)
Pressuposto(s)
Radicalidade        Reflexão      Senso Comum
Universalidade   Utilidade da Filosofia
Tese
Verdade

Objectivos:

1. Definir etimologicamente o termo 'Filosofia';
2. Analisar situações que permitam comparar a atitude dos homens comuns com a atitude do filósofo;
3. Reconhecer a importância filosófica do 'conhece-te a ti mesmo' socrático;
4. Refletir sobre o método socrático;
5. Reconhecer a importância filosófica do espanto/da admiração (o reconhecimento da ignorância); (Apresentação sobre a especificidade da Filosofia).
6. Caracterizar a filosofia como uma busca da verdade;
7. Caracterizar o senso comum;
8. Distinguir a filosofia do senso comum; (Apresentação sobre a alegoria da caverna e o senso comum + Apresentação sobre a especificidade da Filosofia).
 9. Caracterizar a filosofia a partir das suas principais características (radicalidade; autonomia; historicidade e universalidade);
10. Distinguir a Filosofia e a Ciência;
11. Confrontar a filosofia com a ciência tendo em conta o objecto de cada um destes saberes ("A filosofia visa a totalidade do real");
12. Explicar a alegoria da caverna; (O texto da alegoria da caverna + vídeo). (Apresentação sobre a alegoria da caverna e o senso comum).
13. Definir o conceito de problema;
14. Identificar os diversos tipos de questão utilizados na Filosofia;
15. Distinguir as questões filosóficas dos outros tipos de questão;
16. Explicar a atitude filosófica;
17. Reconhecer que a filosofia é um saber pessoal e a ciência, um saber objetivo (impessoal);
18. Problematizar a utilidade da Filosofia;
19. Refletir criticamente sobre o documentário 'Particle Fever'.
20. Compreender a função dos conceitos na sistematização do pensamento.
21. Definir conceitos.
22. Reconhecer a proposição como uma relação entre conceitos (juízo) com uma referência à realidade (as proposições são frases declarativas)
23. Compreender que os argumentos são raciocínios que articulam proposições com o objetivo de chegar a uma conclusão (justificar uma tese).
24. Distinguir validade e verdade.
25. Reconhecer que a validade é uma característica dos argumentos e que a verdade é uma características das proposições.
26. Identificar os pressupostos de teses (opiniões);
27. Posicionar-se criticamente perante teses (opiniões);
28. Interpretar textos filosóficos;
29. Construir argumentações sólidas.

Recursos:

Manual - da p.8 até à p. 41.

Documentos:









Noções Básicas de Lógica para o 10º ano

Ficha Formativa 1

Recursos digitais



Estrutura do teste:

Grupo I - 10 questões de escolha múltipla. (10 x 5 pontos).
           
Grupo II - 3 a 4 questões de resposta orientada. Algumas dessas questões podem estar divididas por alíneas. (115 pontos).

Grupo III - 1 questão de desenvolvimento. (35 pontos).

Ficha formativa 1






Podes fazer o download da ficha e processá-la no computador (podes redimensionar as caixas de texto e as tabelas):

Ficha Formativa 1

Muito importante: se realizares a ficha em formato digital, podes enviá-la para o seguinte endereço de correio eletrónico: espanto.info@gmail.com  - Até às 23:59h do dia da entrega (o dia da última aula antes do teste).

Materiais necessários à realização da ficha:

Como descobrir os pressupostos das nossas opiniões

Noções básicas de lógica para o 10º ano

Para procurar as definições dos conceitos:
Dicionário de Filosofia

Ficha- exemplo:
Analisa esta ficha para saberes como responder à ficha formativa 1




1.    Descobre os pressupostos da seguinte tese:

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A.    “Os seres humanos são criadores do seu destino”.
____________________
1.     Os seres humanos têm um destino.
2.     Existem seres que são capazes de criar o seu destino.
3.     Os seres humanos são criadores do seu destino.
4.     Os seres humanos são os únicos criadores do seu destino.
5.     Os seres humanos possuem liberdade (livre-arbítrio).
6.     Os seres humanos usam a sua liberdade para criarem o seu destino.

-->
7.     O livre-arbítrio permite aos seres humanos a tomada de decisões sobre o seu destino.
_____________________

-->

1.1.  Faz uma lista dos conceitos presentes na tese e dos seus pressupostos e procura uma definição clara e rigorosa para cada um dos conceitos:

Conceitos
Definição
Ser humano






Destino




Criador




Liberdade













Livre-arbítrio




“O homem é um animal racional – esta é a definição de homem que Aristóteles deu na antiguidade. A racionalidade pressupõe a capacidade de fazer escolhas e de tomar decisões (liberdade/livre-arbítrio).

O destino é o sentido da existência de algo (neste caso, do ser humano). Tem um destino é ter uma consciência com sentido (com significado/coerência).

Um criador é um ser que tem a capacidade de idealizar algo (projetar) e de realizá-lo. Também se pode assumir um criador como alguém que dá sentido a algo.

“[...] pode ser entendida em dois sentidos. A liberdade negativa consiste na ausência de coerção. Neste sentido, um indivíduo é livre desde que ninguém o force a agir ou o proíba de agir de certa maneira. A liberdade positiva consiste num controlo efetivo da própria vida. Um alcoólico, por exemplo, tem liberdade negativa caso ninguém o obrigue a beber, mas ainda assim não tem liberdade positiva.” Dicionário Escolar de Filosofia.

O livre-arbítrio é a nossa capacidade de fazermos escolhas e tomarmos decisões. É uma das dimensões da liberdade: se somos livres podemos fazer escolhas, podemos decidir o curso da nossa ação.




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1.2.  Com base na tese e nos seus pressupostos, coloca o máximo de questões filosóficas que conseguires (deves ter em conta as definições dos conceitos).
______________________
1.     Os seres humanos têm um destino?
2.     O que é destino?
3.     O destino dos seres humanos depende de si mesmos ou de algo de exterior?
3.1. Os seres humanos são criadores do seu destino?
3.2. Os seres humanos são os únicos criadores do seu destino?
4. Os seres humanos possuem liberdade (livre-arbítrio)?
5. Os seres humanos usam a liberdade para criarem o seu destino?
6. Há fatores (não dependentes da liberdade) que condicionam a criação do destino?
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7. O livre-arbítrio permite aos seres humanos a tomada de decisões sobre o seu destino?
______________________________

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1.1.  Escolhe a questão que te pareça mais importante e elabora um argumento forte com quatro premissas que responda a essa questão.

         Os seres racionais têm a capacidade de avaliar e de fazer escolhas (livre-arbítrio)
          Os seres racionais agem de acordo com as suas decisões
          Fazer escolhas e agir de acordo com elas é ser livre
          Os seres humanos são seres racionais    
        _______________________________________________________________________
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       Logo, os seres humanos possuem liberdade


Texto 1

“Apenas atribuímos liberdade aos seres conscientes.
Se, por exemplo, alguém construir um robô que cremos ser completamente inconsciente, nunca sentiríamos qualquer inclinação a dizer que ele é livre. Mesmo se achássemos o seu comportamento aleatório e impredizível, não diríamos que atua livremente no sentido em que pensamos a nós mesmos como agindo livremente. Se, por outro lado, alguém construir um robô acerca do qual nos convencemos de que tem consciência, tal como nós temos, então seria pelo menos uma questão aberta de se este robô tinha liberdade da vontade ou não.” John Searle
http://filosofarliberta.blogspot.pt/2012/04/teste-intermedio-argumentacao.html

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2.    Identifica o problema central do texto:
___________________________
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     O que é necessário para um ser poder ser considerado como livre?
     _______________________________

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2.1. Identifica a tese central do texto:
____________________________
-->
    Só atribuímos a liberdade a seres conscientes.
    ________________________________

-->     2.2. Analisa a tese central do texto e apresenta os seus pressupostos:
    ____________________________
1.     É possível que existam seres livres.
2.     Existem seres conscientes.
3.     Os seres livres têm que ser conscientes.
4.     Um ser consciente pode ter liberdade.
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5.     Os seres inconscientes não podem ser livres.
______________________________

2.3.  Faz uma lista dos conceitos presentes na tese e dos seus pressupostos e procura uma definição clara e rigorosa para cada um dos conceitos:

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Conceitos
Definição
Consciência



















Liberdade



“Consciência é o termo que significa conhecimento, percepção[...]. Também pode revelar a noção dos estímulos à volta de um indivíduo que confirmam a sua existência. Por esse motivo se costuma dizer que quem está desmaiado ou em coma está inconsciente.
A consciência também está relacionada com o sentido de moralidade e de dever, pois é a noção das próprias ações ou sentimentos internos no momento em que essas ações são executadas. A consciência pode ser relativa a uma experiência, problemas, experiências ou situações. Por exemplo: Ele estava completamente viciado, mas não tinha consciência disso.”


Ver o quadro da resposta à questão 1.1.

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2.4.  Identifica o argumento que sustenta a tese central do texto e apresenta-o de forma a que se se possa visualizar as premissas e a conclusão:

Não consideramos como livres os seres completamente inconscientes (como no exemplo do robô)
Não atribuímos a liberdade a seres completamente inconscientes com um comportamento aleatório e impredizível
Em relação a um robô com uma consciência semelhante à nossa poderíamos admitir a possibilidade de ser livre
______________________________________________________________________
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       Logo,  só atribuímos a liberdade a seres conscientes

--> 2.5. Esse argumento é forte? Justifica a tua resposta com base nos critérios para analisar a solidez dos argumentos.

Este argumento tem três premissas e uma conclusão.
A conclusão é derivada das premissas: apesar da terceira premissa não ser taxativa quanto à atribuição da liberdade a um robô com uma consciência semelhante à nossa, as duas primeiras premissas permitem sustentar a conclusão, uma vez que eliminam a hipótese de se poder atribuir a liberdade a seres completamente inconscientes.
O argumento não viola os princípios lógicos (identidade, não-contradição e terceiro excluído).
As premissas são verdadeiras, pelo menos se não alterarmos a definição dos conceitos de consciência e de liberdade.
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A conclusão não é falsa (está de acordo com os pressupostos que sustentam a verdade das premissas).